Destruída no séc. XX para dar lugar à cidade universitária, correspondia, então, ao templo reedificado nos finais do séc. XVIII. Embora constituíndo uma grande reforma, essa obra de reedificação conservou o plano geral da igreja anterior, datada da segunda metade do séc. XII.

Demolição de Igreja de São Pedro

A essa época pertencem os capitéis e outros elementos ornamentais que, em 1945, integraram o acervo do Museu Machado de Castro. Tematicamente filiam-se na corrente artística introduzida em Portugal pelos beneditinos e que se desenvolve tardiamente, com seu apogeu no último quartel do séc. XII.

Documentos datados de 1087 a 1096 referem que, entre esses anos, se construiu a igreja de S. Pedro, pertencente ao Mosteiro do Lorvão, com seu cemitério anexo. Este terá sido o primeiro templo dedicado a S. Pedro, intramuros, que a igreja românica veio substituir.

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Revestem-se de especial relevo os capitéis de S. Pedro com três faces geralmente assimétricas, talvez correspondendo à sua localização no edifício. Pela temática, de cariz vegetalista e zoomórfico, dividem-se em três grandes grupos: zoomórfico, vegetalista -zoomórfico e vegetalista estilizado.

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Um dos motivos mais frequentes, no primeiro grupo, é o dos leões em pé que agarram presas (representadas por cabeças) com as patas, ou as devoram, ou de cuja boca saem folhagens (E339); o das aves bebendo de um cálice foliar (E369); ou ainda, noutro exemplar, uma sereia que sustenta um peixe e a própria cauda (E338).

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O segundo grupo é constituído por laçaria vegetal, destacando-se sarmentos saindo da boca de felinos e entrelaçando folhas que envolvem uma pinha ou um fruto estilizado (E370).