Datada de 1527 e doada à Sé conimbricense pelo bispo D. Jorge de Almeida, a custódia de cariz arquitetural era destinada às procissões do dia do Corpo de Deus. Profusamente decorada, servia para expor a hóstia consagrada à adoração dos fiéis. A sua estrutura de elementos arquitetónicos é própria da linguagem do Gótico final mas inclui já ornatos classicistas: os leões heráldicos da base, frisos de louros e acantos, aletas em “S”, cabeças de serafins, festões de frutos e folhagem e figuras de profetas e santos mártires.