Pintada por Manuel Henriques, S. J. – irmão leigo da Sociedade de Jesus – a tela ilustra convenientemente a época das missões no Oriente e a emergência de novos temas religiosos na pintura portuguesa de Seiscentos.

Conforme refere a legenda, Francisco Aranha, padre jesuíta, morreu na Índia em 1583 no exercício da sua missão evangelizadora. Foi aqui representado simbolicamente, numa escala superior à dos seus algozes, aparecendo como um herói-mártir. O dramatismo da cena dilui-se na sublimação que brota da pose idealizada do mártir, o que acentua a componente pedagógica, tornando-o um testemunho exemplar da fé católica.