A característica mais apreciada deste conjunto é o seu realismo, embora os braços e o tronco de Cristo, algo atrofiados, em contraste com a volumetria das coxas e do ventre, ainda denotem ligação aos cânones góticos. Encomenda mecenática do Bispo-Conde D. Jorge de Almeida, para a igreja do Paço episcopal, esta obra foi executada por Olivier de Gand, um flamengo que havia de tornar-se modelo de uma nova conjuntura plástica.

Com reflexos na produção local, principal centro escultórico da época, a sua obra influenciou decisivamente os que com ele conviveram, em particular Diogo Pires-o-Moço. A marca inconfundível, que definiu a partir de então a escultura produzida em Coimbra, foi a da crescente monumentalidade, que caracterizaria o período renascentista.