A Pietá esteve, durante muito tempo, atribuída a Juan de Juni, por se considerar que a arte espanhola seria a que melhor terá exprimido a profundidade do sentimento deste tema, tão difundido desde a Idade Média; hoje são consideradas evidentes quer a sua inserção na trajetória do mestre beneditino, quer as analogias estilísticas com a sua restante obra

O reconhecimento deste equívoco é hoje inquestionável. Para tal, foi decisiva a publicação do investigador Robert Smith (1968) que apresentou o elenco das obras produzidas, e à data identificadas, do escultor beneditino Frei Cipriano da Cruz. Dela consta o núcleo de Coimbra, com as obras realizadas pelo monge, para a Igreja do Colégio da sua Ordem na cidade. A documentação coligida pelo historiador tornou evidente a inserção desta obra na trajetória do mestre, então identificado.