A 26 de março assinala-se o Dia do Livro Português. A data foi fixada pela Sociedade Portuguesa de Autores com o intuito de destacar a importância do livro, do saber e da Língua Portuguesa em todo o mundo. A escolha de 26 de março deve-se ao facto de ter sido impresso neste dia, em 1487, o primeiro livro em Portugal: o ‘Pentateuco’, em hebraico, nas oficinas do editor judeu Samuel Gacon, em Vila-a-Dentro, Faro. Já o primeiro livro escrito em português -‘Constituições que fez o Senhor Dom Diogo de Sousa, Bispo do Porto’-, foi impresso dez anos depois, a 4 de janeiro de 1497, pelo primeiro impressor luso, Rodrigo Álvares, no Porto.

Evocamos esta data com a obra ‘Livro Iluminado’ da coleção de Livros Antigos do MNMC. Este manuscrito único (MNMC 2221) é uma cópia quinhentista do relato póstumo da vida de D. Isabel de Aragão, Rainha de Portugal, e das suas obras e milagres. O original, cujo paradeiro se perdeu, era uma biografia anónima, possivelmente escrita pelo seu confessor, D. Frei Salvado Martins, Bispo de Lamego, ou por alguma das donas de Santa Clara. Esta cópia, datada de 1592, é composta por vinte e nove fólios e duas iluminuras, que evocam a condição régia de D. Isabel e a sua renúncia aos bens terrenos. Pertenceu ao Mosteiro de Santa Clara de Coimbra.