Fruto de uma já longa parceria entre o Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC) e o Museu da Pedra, a exposição movimenta-se por entre a interpretação das obras e do tempo entre os séculos XII e XVIII.

Graças ao empréstimo de 22 peças pelo MNMC, a que acrescem a lápide datada de 1491 e o conjunto alegórico executado por Claude Laprade para a Universidade (já em depósito em Cantanhede), o circuito expositivo montado dá voz à cumplicidade estabelecida entre as pedreiras responsáveis pelo fornecimento do material escultórico por excelência ao longo de séculos e a produção das oficinas de Coimbra. Pela via do diálogo e da partilha, cumpre-se assim uma missão que não pode andar arredada da esfera de atuação do Museu: a projeção das suas coleções e a construção de uma consciência patrimonial alargada.

O grupo Laprade voltará em breve ao MNMC para preencher uma lacuna na global compreensão sobre a fertilidade da produção escultórica em pedra de Ançã e para ser inscrito num programa de investigação em curso a partir da Universidade de Coimbra.