Esta exposição visa sobretudo dar início a uma investigação em torno de um acervo praticamente desconhecido: as duas tábuas pintadas que teriam pertencido ao coro alto da Sé Velha de Coimbra (do século XV), complementando outros registos e painéis de maior escala que também se incorporam nas coleções do MNMC.

No universo dos tetos pintados e dos suportes esculpidos em que assentava a (in)visibilidade das coberturas, os grandes objetivos desta exposição passam pela captação e decifração de um comportamento plástico, sensorial e didático que alimentava o quotidiano das comunidades laicas e religiosas.

Os registos que sobrevivem em Portugal são muito escassos e não traduzem a riqueza patrimonial que o tempo foi suprimindo. Recuperar a memória deste Património significa não apenas a observação científica da sua qualidade técnica e estética, mas reforça, antes de tudo, a capacidade de participação numa outra experiência, noutra dimensão temporal. Os limites do horizonte visual desenham assim contornos alternativos e agora transportados para a contemporaneidade, ensaiando todas as visões do Céu que cada um de nós for capaz de captar e sentir.

Aberta ao público até ao dia 20 de junho de 2021, de terça-feira a domingo, entre as 10h e as 18h.

Entrada gratuita. Lotação condicionada de acordo com as normas da DGS.